segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Dia da Bandeira

Hoje, quando me dei conta que era o dia da Bandeira me passou um filme... a correria nos corredores do CENAV, íamos ensaiar o hino no auditório, sim... isso mesmo. A gente aprendia a cantar todos os hinos... da Independência, da Proclamação da República, da Bandeira... do Marinheiro... Eu acho todos lindíssimos. E lá íamos nós, num alvoroço.
No auditório, ao piano, nossa professora de música... Isto mesmo, piano, escola.... estadual.
Nós adorávamos e depois... no pátio, a plenos pulmões, soltávamos a voz.
Houve um período em que éramos contra, aquele período em que somos contra tudo...
Mas, no fundo, sempre gostamos. Era pura diversão, cantar bem alto e emocionados... hinos.
Não sei se cantar hinos era imposição do "regime", a tal da Ed. Moral e Cívica, isto não nos importava...
E se, como hoje o céu estivesse este azul anil e o sol brilhasse...
Meu Deus... como era bom... era tri-bom!

E falando em hinos, Pátria e poemas... fica aqui uma homenagem a um tio-avô muito especial... meu Tio Juvêncio, das revoluções, do cabelo branco, do cavalo a galope e das poesias declamadas com um patriotismo que só vi nele...
"Salve lindo pendão da esperança,
Salve símbolo augusto da paz..."

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Meu escritório... final de uma tarde ensolarada...

E na "vitrola", canta o Ney...
" a inspiração vem de onde? pergunta prá mim alguém...
respondo... talvez de Londres
de avião, barco ou ...
vem com você neste trem...
nas entrelinhas de um livro...
nas veias de um coração...
vem do amor...
vem do riso!!!!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Um pecado... a gula. Uma virtude... a amizade!


A minha amiga Vera que me desculpe, mas hoje também matei a saudade da infância.
Acordei... feriado... só eu em casa. Amigos, me socorram ! Estou me sentindo sozinha.
Meu caminho é o Engenho do Sertão. O engenho da Rô...
E tinha sol... chimarrão e até um friozinho fora de época.
E papo vai, papo vem, descubro que para o almoço tem...
Bife de fígado, me perdoem os vegetarianos... mas amo ...
Já me convidei...
Por que só quem conhece a cozinha da foto sabe que é inevitável... temos que almoçar.
Agora, além a dose de amizade e aconchego que aquele engenho sempre teve...
temos uma amiga cozinheira que é simplesmente demais........
Zane... este anjo do Engenho do Sertão.
Transforma simples almoços em grandes confraternizações...
falamos, rimos, brincamos, desabafamos...
e o melhor...
Comemos muito bem.
Ter amigos prá onde correr... uma mesa para confraternizar... um fogão à lenha aceso.
Ora, é preciso mais?
"Amadurecer deveria ser requintar-se na busca da simplicidade." Lya Luft

domingo, 11 de novembro de 2007


Oração da criança.
Jesus, hoje quero pedir-lhe uma porção de coisas, porque eu sei que você escuta sempre a oração dos pequeninos.
Veja Jesus,eu sou ainda uma criança, mas faça que eu cresça e seja gente de verdade, como mamãe e papai.
Que eles sejam muito felizes; que eu os ame sempre, seja um filho obediente, e um dia, grande e bom como eles.
Proteja meus professores, pois me ensinam tanta coisa bonita.E eles me falaram que um dia você disse: Deixai vir a mim os pequeninos.

Então Jesus acolhe em seus braços a mim, todos os meus coleguinhas e as crianaças do mundo.
Amém.

Recebi esta oração e acheia a cara dos meus netos...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Amo de paixão esse "Quintana"



Bruxas de Pano

As bruxas de pano
tão maternalmente embaladas
pelas menininhas pobres,
são muito mais belas
do que as bonecas suntuosas
como princesas
-Orgulho das vitrinas...
Essas humildes bruxas de pano
com seus olhinhos de conta
suas bocas mal desenhadas a tinta
são muito mais belas
porque mais amadas.

Mário Quintana-A Cor do Invisível-1989
As bonequinhas da foto são de meninas lá do Valongo... Sertão do Valongo...

quarta-feira, 31 de outubro de 2007








"Apesar de todos os livros escritos, todas as sentenças filosóficas, todas as análises terapêuticas e todos os exemplos de paixões falidas, continuamos amando." Martha Medeiros

Graças a Deus... e viva o amor...

Estes são alguns dos meus "casos de amor"...

domingo, 28 de outubro de 2007

É domingo e tem silêncio...


Uma das lições da minha mãe que nunca esqueço é a de que devemos ter "vida interior"

um remédio contra a solidão...

Eu, mãe aos 17 anos... e avó aos 38... há muito tempo não sei o que é ficar sozinha... Estou sempre rodeada de sons, chamados, choros, risadas... crises de tosse na madrugada... de xiliques adolescentes...

De repente acordo... é domingo e estamos sós...

Ninguém me chamou... ninguém reclamou que não tem pão para o café...

Nos olhamos assustados... estamos sós...

Podemos namorar sossegados, dormir até mais tarde...

Agora somos nós dois... esta dupla que já é quase um só.

E não de novo... como muitos casais...

Quando casamos já tínhamos um cachorro e uma criança...

Já nascemos família.

E aí vem outro sábio ensinamento:

Tenha mais que uma marido, um companheiro...

dividam sonhos... expectativas...

caminhem separados, mas lado a lado...

Cresçam... mas de mãos dadas

Por que quando a poeira baixar... os filhos cuidam dos netos...

o silêncio retorna...

e teremos tempo para muitas coisas...

namorar, sonhar, refazer alguns projetos... mas principalmente vamos "bater altos papos"...

Como velhos amigos que somos...