sexta-feira, 4 de abril de 2008

A escola que temos...


As aventuras de uma professora de escola no mundo novo da escolinha...


Até pode parecer satírico, mas não é essa minha intenção, estou realmente num mundo novo e diferente daquele que minha prática educacional estava acostumada. Vinte seis anos se passaram, este é o tamanho da minha caminhada na educação... Muita coisa aconteceu, muitas mudanças... algumas já incorporei, mudanças que percebi na escola dos meus filhos, agora, na dos meus netos. Novamente estou na escola, trabalhando "Arte e Folclore", de uma forma lúdica, como deve ser, mas no ambiente escolar.


A mudança que mais me chama atenção é que a escola, muitas vezes, passa a ser a escolinha e a professora, a tia... Nada de muito grave, a princípio, mas diminutivos são sempre perigosos e a tia... é a irmã dos nossos pais, não uma profissional que estudou e se esmera todo dia no ofício de ensinar. Isso não é novidade... eu sei, mas muito da nossa autoridade de profissionais da educação esvaiu-se por aí.


As escolas hoje são mais alegres, mais enfeitadas, mais agradáveis ao olhar, sem dúvida... mas não são o segundo lar das crianças. O segundo lar deles, é a casa dos avós... ou outra que sua família assim entenda. A escola não deve assumir esta função, lembremos, ela é um educandário. Deve ter todas as características citadas acima, mas nela se ministra educação.


É complicado, num tempo em que as crianças passam o dia todo na escola, muitas vezes é ali que estudam e que brincam... Foi-se o tempo que a criança brincava em casa, no pátio, na casinha da árvore... e olha, eu falo de cidadezinha, sem as características de grande centro, mas aqui as mães também precisam trabalhar.


Me parece que estabelecer este limite entre o brincar e o estudar é o mais difícil. Sim, a escola tem que mudar, ir se adequando a novas exigências sociais, mas a educação precisa recuperar o sentido, a razão de ser, o sentido original do termo. No latim, educar significa algo como "conduzir para fora", ou seja, desenvolver as potencialidades do ser humano.


Me parece que, de forma corajosa e adulta, devemos assumir que o papel da escola é da escola e o papel de pai é do pai e, antes de ensinar valores aos filhos e alunos, os pais e a escola precisam ter clareza de quais são seus próprios... Queremos formar cidadãos, temos que agir como tais...





domingo, 30 de março de 2008

Acho que vou me repetir,
já falei tantas vezes...
mas essas crianças que se fazem irmãs...
sempre me encantam.
Cada um nasceu de um lado,
suas vidinhas vieram "rolando" e logo se encontraram.
Brigam, brincam...
dormem abraçadas,
juntas... sempre juntas...
São irmãs...
crianças felizes!
Amores desta vó.

O começo de tudo... o barro...

Esse é o Seu João,
conhecido como João do Barro.
É ele que, há quarenta anos, prepara o barro que se transformará
nas mãos de oleiros, artesãos, artistas plásticos... com a sabedoria que adquiriu com o tempo.
Tudo começa em algum lugar por aí...
que ainda não sei aonde,
mas estou louca de vontade de saber!
De lá vem para o depósito de Seu João,
e ali fica...
com Sol ... chuva, esperando a hora certa de ser transformado.
Misturando argilas, duas, três... quantas forem necessárias,
sem nenhum outro "aditivo",
apenas barro... ele vai "temperando" a massa.
E mistura...
mistura...

Uma vez pronta, fica ali... úmida no saco plástico...
esperando a hora de ser modelada.
É aqui que me abasteço de massa cerâmica...
Agora, estou querendo começar um pouco antes... ir além...
Quem sabe?
Estou me esforçando...
Um bom domingo, vou continuar estudando...



segunda-feira, 24 de março de 2008

A boneca de porcelana...




Algumas lembranças de infância são tão claras na nossa mente que parece que aconteceram ontem... Uma delas me lembra férias - daquelas intermináveis, eram três meses de puro ócio - meu irmão e eu fazendo cabana no pátio da nossa casa lá no sul... Era sempre a mesma coisa... o dia todo na função, carrega brinquedo, arma um cobertor que será a cabana e leva mesinha e leva banco e leva e leva e leva... Quando acabávamos e, finalmente, íamos brincar... brigávamos.... e lá se ia tudo para dentro de novo, às vezes, aos tapas... como todo bom irmão.
Mas a lembrança deste dia em especial se deve a uma boneca, não uma boneca qualquer e nem minha, por sinal ... um boneca de porcelana da minha mãe. Não desses bibelôs de enfeite, mas uma boneca de "brincar" de porcelana. Minha mãe ganhou do seu avô quando era pequena... era muito linda... uma delicadeza que não resistiu a uma "emboscada" que meu irmão armou para mim no fim do corredor num final "bélico" de brincadeira, caímos, eu e ela... ela, aos cacos. Não lembro se minha mãe ficou muito braba ou triste, mas para mim é uma culpa que trago para sempre. Talvez explique minha paixão por bonecas. Essas da foto são novas - cabeça, braços e pernas de cerâmica e corpo de pano, uma homenagem, mais tosca e menos delicada, àquela linda boneca de porcelana que tinha a pele bem clarinha, um vestido vermelho... poucos cabelos... mas que eu achava linda.... E as meninas da foto, minhas netas, que continuam a tradição de fazer cabana ...

sábado, 22 de março de 2008

quinta-feira, 20 de março de 2008

Páscoa... renascimento... amor a todos...

Isadora - 7 anos

Stefani - 7 anos

Guilherme - 8 anos


Eu também brinquei, esse é o meu...

Nesta semana que tanto se fala em ovos "super poderosos"; chocolates com surpresas... cestinhas e chocotones... a proposta para foi reproduzir "O Cristo Amarelo (1889)" de P. Gauguin. Possibilitar às crianças o contato poderoso com a arte... e ver como a sensibilidade de artistas de outras épocas lidaram com temas que ainda nos são importantes, como a vida de Cristo, por exemplo. Feliz Páscoa!

terça-feira, 18 de março de 2008