

Como eu sempre conto, desde que cheguei a Porto Belo tive sensação de que aqui seria meu lugar... nada disso de "eternamente aqui", por que posso levantar asas a qualquer momento, mas alguma coisa me liga este lugar, me sinto daqui...
E chegando, para ficar, fui "bispiar", ouvir suas histórias, seus personagens e de pronto me apaixonei pelo Boi de Mamão. Hoje esta brincadeira esta presente na minha vida... a retrato em minhas peças. Faço "boi" com as crianças, fotografo... filmo... registro cada "boi" que aqui passa.
A muito tempo minha mãe me falava de um "boi" que brincava quando ela era pequena, lá em Tupanciretã/RS - Terra da Mãe de Deus - lugar onde nasci. Ela não lembrava bem o que era, mas tinha "boi"...
Morta de curiosidade... queria saber mais, até que encontrei um conterrâneo chamado Renato, ele me mandou estas fotos e a história dos "Marroeiros"... Assim, venho de uma terra que tinha boi, isso explica minha paixão por eles...
" Os Marroeiros
Esta brincadeira do folclore nordestino foi trazida pelos imigrantes do Norte e Nordeste que vieram para trabalhar na Xarqueada Velha, por volta de 1910 a 1952, em Tupanciretã/RS. Eles saíam no final da matança arrecadando bebidas e ordens de carne para um grande churrasco.
E assim, desfilavam pelas ruas da cidade. Tinha boi, cangaceiro, macaco, girafa, rendeiras, bumbeiros, gaiteiros, polícia e muita alegria. Eles cantavam: -"Marroeiro, marroiero... quem quiser ser marroeiro... tem que aprender a namorar."
Deles, só está vivo o velho Xiduca,anda pelas ruas de Tupan todo enfatiotado.
Renato(Chaleira)"
ADOREI SABER DISSO!